Como gosto muito de cães, tenho por hábito, ao vê-los a passear pelas ruas, de os chamar na esperança que me liguem. (o que, diga-se de passagem, é raríssimo)
O Tobias é diferente e soube-o logo no primeiro dia de praia. Chamei-o e veio logo a correr para mim, cheio de felicidade no olhar. Ao chegar ao pé de mim, deu-me um encontrão para se deitar na minha toalha ao meu lado. E tem sido sempre assim, desde esse dia.
Por vezes, outros cães aparecem na praia, e pegam-se uns com os outros, o que não é bonito de se ver. O Tobias parece-me ser novinho e, no fundo, inseguro. Por várias vezes, encrespa-se ao ver outros cães mas chamo-o e ele vem sentar-se na minha toalha, com o rabo entre as pernas.
Se nos encontra pela cidade, vem a correr disparado, fazer-nos festa. Segue-nos por um ou dois minutos, até o faro dele detectar algo de mais interessante...
Já nos seguiu até casa diversas vezes. Ao chegar à porta, deita-se à espera de comida. Já temos por hábito incluir nas compras de mercearia lá para casa comida de cão.
Depois, de barriguinha cheia, passa a noite à porta de nossa casa.
Outras vezes, acordamos e já se pôs a andar.
É um cão do mundo. O cão da praia.
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| No fim de semana passado. |

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