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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sabe sabin!

O meu fim de semana foi assim.
Já agora, 'sabe' significa 'bom' em crioulo. Ou seja, dizer 'Tá Sabe' significa dizer que 'está bom'.
'Sabin' é o diminutivo de 'sabe'. 
'Sabe sabin' é um expressão muito utilizada por cá quando queremos dizer que alguma coisa está muito boa :) apesar de à letra querer dizer 'bom bonzinho', na realidade aplica-se para dizer 'muito bom'!
E para concluir, o fim de semana esteve assim, 'bom bonzinho' se tiver em conta as rajadas de vento mas 'muito bom' se tiver apenas em conta o sol e deste degrade perfeito de azuis turquesa. 


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Armas

Na viagem para a Ilha de Santo Antão, deparamo-nos com um mar agreste e muito pouco amigável.
A duração da viagem é breve, o que basicamente é a única coisa que me leva a pensar em voltar. É impressionante como os nossos corpos reagem de forma tão diferente quando colocados exactamente na mesma situação. Tanto na ida como no regresso, não ter vomitado, foi uma mera casualidade.
Junto a Santo Antão, a agressão do oceano atinge o seu ponto máximo. As ondas cruzam-se criando remoinhos e impondo respeito.
No dia a seguir a levar-nos até Santo Antão, o barco seguiu para o estaleiro, onde ainda está. Parece tão pequeno quando retirado da água. Um brinquedo facilmente engolido pela fúria do mar.

O barco Mar d'Canal (da empresa Armas) no estaleiro...
Uma semana antes, levou-nos até Santo Antão.
A Ilha de Santo Antão aparece ao fundo.

Tobias

O Tobias é um cão muito especial. É conhecido por ser o 'cão da praia'. Está sempre por lá e muitas das vezes a nadar no mar. Das primeiras vezes que o vi, nem queria acreditar.
Como gosto muito de cães, tenho por hábito, ao vê-los a passear pelas ruas, de os chamar na esperança que me liguem. (o que, diga-se de passagem, é raríssimo)
O Tobias é diferente e soube-o logo no primeiro dia de praia. Chamei-o e veio logo a correr para mim, cheio de felicidade no olhar. Ao chegar ao pé de mim, deu-me um encontrão para se deitar na minha toalha ao meu lado. E tem sido sempre assim, desde esse dia.
Por vezes, outros cães aparecem na praia, e pegam-se uns com os outros, o que não é bonito de se ver. O Tobias parece-me ser novinho e, no fundo, inseguro. Por várias vezes, encrespa-se ao ver outros cães mas chamo-o e ele vem sentar-se na minha toalha, com o rabo entre as pernas.
Se nos encontra pela cidade, vem a correr disparado, fazer-nos festa. Segue-nos por um ou dois minutos, até o faro dele detectar algo de mais interessante...
Já nos seguiu até casa diversas vezes. Ao chegar à porta, deita-se à espera de comida. Já temos por hábito incluir nas compras de mercearia lá para casa comida de cão.
Depois, de barriguinha cheia, passa a noite à porta de nossa casa.
Outras vezes, acordamos e já se pôs a andar.
É um cão do mundo. O cão da praia.

No fim de semana passado.

domingo, 25 de outubro de 2015

Mais um fim de semana.

Faz amanhã um mês que cheguei.
Parece pelo menos o dobro... A rotina é tão esmagadora quando a qualidade de vida que aqui se proporciona. Há tempo para tudo. Tempo de qualidade para tudo.
Por outro lado, como o tempo rende tanto, as rotinas são pesadas e densas. Complicadas de gerir.
Tenho feito um enorme esforço para distinguir os dias e fazer sempre coisas diferentes, mas por vezes é muito complicado.
Não dá muito como fugir, se é que me faço entender.
A cidade do Mindelo, apesar de ser considerada a 'capital cultural' de Cabo Verde, apesar de achar que tem uma potencialidade incrível, não tem dinâmicas muito diversas.
A praia é fabulosa, mas a uma distância 'caminhável', existe apenas a Lajinha. Não dá para variar muito. Para comprar peixe, carne, frutos ou legumes, também não existem espaços diversos. Apenas um espaço para cada uma das tipologias. Apenas dá para variar na mercearia.

Devo confessar que estou ansiosa pelo próximo fim de semana que, com certeza, será bem diferente.

Lajinha, ontem. 18.30 da tarde.

domingo, 18 de outubro de 2015

Proibido entrada a cães.

Esta placa em São Vicente é uma verdadeira anedota. Primeiro, porque existem dezenas de cães por todo o lado espalhados, abandonados e à deriva. Segundo, porque quem os tem, trá-los na mesma para a praia.
Depois, há um outro pormenor. Se repararem na imagem, a placa está colocada à saída da praia e não à entrada. Ou seja, apenas quem está a sair da praia consegue ver a sinalização :)