quinta-feira, 21 de abril de 2016
(e ainda) A escrever sobre Cabo Verde...
quarta-feira, 20 de abril de 2016
A escrever sobre Cabo Verde...
sábado, 16 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Minha nova rua
Estive 10 dias em Portugal e, ao chegar, deparei-me com este espectáculo. Tenho a rua em obras; muita poeira, barulho a partir das 8h da manhã e cães, muitos cães que aproveitam o fresco da terra para se deitar.
domingo, 13 de março de 2016
De volta a nos terra
Não vou mentir, custou de caraças.
Principalmente hoje quando acordei sozinha na cama, e numa cama que ainda não sinto como minha. Estes domingos infindáveis também não ajudam muito. Pelo menos está bom tempo.
Para não cair na tristeza que senti da última vez que voltei, obriguei-me a ir para a praia e foi o melhor que fiz. Céu limpo, pouco vento e água apetecível.
terça-feira, 1 de março de 2016
Adeus, casa d riba.
Assim, a ver bem, só em Bergamo, em 2005 é que vivi num centro histórico, sendo que este nada tem a ver com a medievalidade da Europa. É um centro histórico que data do século XIX, o que é completamente diferente do que se vive no Norte.
Por outro lado, a consciência patrimonial da Europa e os cuidados paliativos constantes a que os edifícios históricos vão sofrendo, são responsáveis por um ambiente, um cenário realmente fantástico, coisa que vou sentindo falta por cá. Recordo-me que a dada altura me cansava de conhecer cidades europeias, tão históricas e, na verdade, tão iguais. Hoje sinto falta esse ambiente fantástico.
Estar na 'morada' é sabe e é d vera! Perto de tudo! Dá para vir a casa umas mil vezes ao longo do dia, o que é óptimo para quebrar a rotina. As condições não são as mesmas. Estava numa zona residencial muito pacata e tranquila e agora estou onde tudo acontece. As casas são mais velhas (lá está, centro histórico!), mais pequenas e não cheiram lá muito bem, por causa das canalizações mais envelhecidas.
Na verdade, para uma pessoa sozinha como eu, é óptimo. A casa tem áreas bem mais reduzidas e é tudo compacto, o que faz com que o espaço seja bem mais acolhedor.
E amanhã vou a casa, à verdadeira casa, ao lar. Hum, já falta pouco.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Outra vez, o vento.
E o vento levou-o! :(
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Canhambra, é o que este tempo é.
Para esclarecer desde já, canhambra é 'uma porcaria' em crioulo.
Continuamos com máximas de 22º (e mínimas de 20º) mas há uma semana que temos tido rajadas de vento de 60 km/h, ininterruptamente.
Isto é complicado por vários motivos. Por um lado, durante a noite é um barulho infernal, dá a sensação de estarmos no centro de um enorme temporal. As casas como são imensamente mal isoladas a terra entra por todo o lado e as janelas e portas trepidam o tempo todo. Acordo todas as manhãs com a sensação de não ter descansado, com todo este barulho. Durante o dia a sensação é a mesma. Como o barulho é continuo fica-se meio louca com ruído de fundo, constante presente. Por outro lado, se o sol continua a brilhar, com todo este vento, torna-se impossível ficar na praia. É demais! Pior (muito pior!) que Leça nos seus piores dias.
Sem poder ficar na praia durante os fins de semana, torna-se impossível fazer com que o tempo passe.
É um estilo bola-de-neve a crescer até à exaustão...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
coisas de que uma emigrante sente falta, v2.0
Quem imagina o que é viver num território insular disperso pelo Oceano Atlântico, que se afasta tanto da Europa como de África, pode apenas imaginar.
Isto é dureza.
Esta semana a ler este artigo dei por mim revoltada. Ou com um misto de revolta e vontade de rir.
Qual bica ou qual multibanco...? Eu sinto falta de um banho quente e de me esticar num sofá. Sinto falta das pessoas que amo e dos bichos que amo tanto quanto das pessoas. Sinto falta de abrir o roupeiro e ter tudo o que preciso. Sinto falta de ter sítios onde ir, conforme me apeteça. Sinto falta de dizer disparates daqueles que digo apenas junto de alguns. Sinto falta de abraçar o meu cão e de falar com ele, e de imaginar que ele me responde, ou de interpretar as suas respostas no seu olhar.
Por vezes revolto-me a pensar como é complicado fazer-me entender. Outras vezes nem falo para que ninguém se preocupe ou me interprete mal, como se estivesse em sofrimento, coisa que não estou.
Apenas se torna complicado, como um fosso existente entre a minha realidade de agora e aquela de onde venho.
É tudo tão básico, todas as necessidades tão básicas.
Todos os dias me pedem comida ou uma moeda na rua. Todos os dias dou por mim a pensar como posso ajudar esta ou aquela pessoa.
Se pudesse explicar. Mas parece que as palavras não chegam.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
De frente para o Monte Cara, mas com outra perspectiva.
Esta história mexeu violentamente comigo.
Os Cães de Soncente _ Parte III
Os Cães de Soncente _ Parte II
Vive na rua mas gosta de se deitar neste muro. Tem uma pata desfeita. Deve ter sofrido já imensamente.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Cabo Verde também é isto
Nos últimos dias tenho andado um pouco tonta e com dificuldades em dormir. Pode ser uma questão de ansiedade ou mesmo tensão arterial baixa. Isto porque por cá resolvo sempre abolir o café e porque temos tido umas tardes bastante quentes.
Surpreendente é que, nas farmácias que abundam pelo centro da cidade, nenhuma tem um medidor de tensões. Ontem chegaram a dizer-me mesmo que as farmácias não estão equipadas com isso... que tenho de me deslocar ao banco de urgência do hospital. Uma anedota.
Costumo dizer por brincadeira que a minha relação com Cabo Verde é de extremos, oscilando entre o amor e o ódio. Tem dias em que deixa de ser brincadeira e em que o sinto realmente.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Sobre o Fogo
As pessoas são muito simpáticas, a morabeza aí é impressionante! E, por outro lado, o assédio às mulheres, principalmente às 'branquela' (como aqui se diz) não é desmesurado. Parece existir mais respeito e talvez menos sexismo.
Para além de simpáticas, são super trabalhadoras, até impressiona! Pelas ruas, não se vê gente parada. Toda a gente a trabalhar, nos pavimentos, nos campos, ou a carregar água, colheitas ou fardos de palha. No atendimento é também impressionante. Tudo altamente limpo, tratado, muito atenciosos e rápidos. Devo dizer que nunca em Soncente fui atendida como no Fogo, à excepção de um restaurante em S. Pedro, chamado de Santo André, que é gerido por um sueco aposentado, onde a comida e o serviço são excelentes, mas demasiado longe de casa para quem não tem carro.
Para além do serviço, a comida e o vinho, são top! Existe carne maravilhosa, de vacas bem alimentadas e muitos vegetais, fruto de uma terra muito fértil. Ficamos a conhecer o nome dado ao vinho caseiro do Fogo, o Manecon (adorei o nome!) mas, fizemos questão de regar os nossos jantares sempre com vinho Chã, de Chã das Caldeiras, um vinho muito alcoólico (14º), saboroso e caro, não fosse a última erupção de 2014-2015 ter arrasado praticamente toda a vinha.
E a paisagem é também ela incrível. Por um lado, a fertilidade do solo faz com que exista imensa vegetação por todo o lado e, por outro, essa mesma fertilidade dá de comer a muito mais gente, de uma forma eficaz. Isso acaba por se reflectir no tratamento das fachadas e nos arranjos exteriores de um modo espectacular. Para além disso, a presença dos vulcões alteram totalmente a paisagem, tornando-a quase lunar.
A força das pessoas que viram as suas casas e todos os seus bens consumidos pela lava faz agora um ano também me marcou profundamente. Longe de ficarem à espera dos subsídios que não chegam, agarram-se à vida com aquilo que lhes restou, recomeçando de novo e olhando para o vulcão quase com admiração e sem raiva nenhuma.
| Praia de S. Filipe. |
| Paisagem lunar. |
| Paisagem lunar. |
| A cobertura de uma casa completamente submersa de lava solidificada. |
| Vulcão. |
Entre Soncente e o Fogo
O Janeiro em Soncente é tempo de muitos feriados... Dia 13, dia 20 e, para mais, o dia do município, dia 22. Foi óptimo poder aproveitar os dois últimos para ir dar um giro.
Na nossa incursão pela ilha, conhecemos esta música. No momento a única coisa que percebemos foi que 'Soncente era sabe', ou seja, que São Vicente era bom! ERA! :D
Foi de rir. Depois, tivemos o privilégio de ouvir uma explicação da música, de como São Vicente teria sido em tempos um espaço de 'privilégio'.
O clip, fica também as imagens históricas de Soncente. Vale bem a pena!
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Mica (aka Tinhoso)
O Mica (aka Tinhoso) está a tornar-se um gajo sociável. Hoje está a faz-me companhia e a dormir em cima dos meus sacos.
domingo, 17 de janeiro de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
Praia de Bote
A Praia de Bote situa-se mesmo em frente ao centro da cidade do Mindelo. Fica encaixada entre o Mercado do Peixe e o Pont d'Agua, dois pólos distintos da cidade. De um dos lados temos gente muito pobre e trabalhadora e, do outro, um espaço que retrata muito bem os conflitos de interesses e as politiquices deste país, com um espaço muito destinado ao turista e aos mais privilegiados, socialmente falando.
Esta praia não é para 'fazer praia' mas é um estaleiro de botes de pesca (que é a expressão mais comum para dizer barco por cá). É um local muito importante para a comunidade, tem sempre muita gente a trabalhar e é um espaço muito genuíno.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Porque amanhã é feriado!
Amanhã é feriado em Soncente e hoje foi dia de sair do trabalho directamente para a Lajinha.
Sentada na esplanada e não na areia, tenho à minha frente uma caipirinha (200 escudos, ou seja, 2€!) E este por do sol maravilhoso!
domingo, 10 de janeiro de 2016
E cai o fim de semana.
O fim de semana foi realmente bom. Solitário mas muito bom. Dois dias de muito sol e calor.
Deu para descansar e bronzear mas amanhã já é dia de trabalho, de muito trabalho.
Espero ter carregado bem as baterias!
'Luto' desfeito
Cheguei há uma semana e apenas ao fim deste tempo senti vontade de voltar à Lajinha.
É óptimo sentir-me bem comigo mesma. E sentir-me bem é isto mesmo. A capacidade que temos de estar sozinhos em qualquer parte do mundo e ter a situação controlada e, se possível, aproveitar cada raio de sol.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Mimo de hoje!
Grana Padano de São Vicente, uma verdadeira iguaria! 200 gr a 400 escudos (aproximadamente 4€)! Uma pequena fortuna, mas é delicioso.
Dia de Reis
Hoje é um dia especial e não apenas porque é Dia de Reis.
Faz hoje 15 anos que estou com o João e, pela primeira vez, não estou com ele para que possamos festejar do nosso jeito.
Mas a vida é mesmo assim. Por mais pena que sinta, sei que é assim mesmo que tem de ser.
Por cá não se ouve nada relativamente aos Reis, mas as iluminações de Natal continuam ao rubro!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Colombinho
Hoje vim ao Colombinho, um Snack Bar com pratos do dia, mesmo no centro. Apesar de ser muito central em relação à cidade, fica numa rua secundária, com pouco movimento. Para além disso, a sua localização no interior de uma galeria comercial confere-lhe ainda um ambiente intimista e tranquilo.
Aqui o edifício abre-se num pátio interior e há musica. As melodias do costume, suaves e mornas, como o próprio nome indica.
O tempo já não está propriamente insuportável de calor. Os 24º que se fazem sentir são bem amenos debido à brisa fresca constante. (Mãe, está na altura de cá vires, tu que não toleras o calor!)
Apesar de tudo, os enfeites de Natal destoam. Soa estranho ver pinheirinhos cheios de neve artificial, com um pai natal todo agasalhado, no meio de gente que nem casacos usa.
A semana já vai a meio e não me posso queixar. Para já o sol continua a brilhar e o trabalho é, como de costume, muito! Portanto o tempo acelera um pouquinho mais; o que é óptimo.
Quando o ritmo aperta a sério, costumo ter como ponto de referência a Quarta-feira, ponto até ao qual a semana é mais exigente. "Daqui até poder ir para a Lajinha apanhar sol, é um tirinho!", é o que costumava pensar.
Há que voltar a adoptar a mesma estratégia!
Ao som de um trompete
Na tarde de ontem fui parar a una sala onde não é meu costume trabalhar. A dada altura a correcção de trabalhos foi interrompida por uma melodia maravilhosa. O som doce e suave de um trompete aproximava-se. Corri para a janela para perceber o que se passava.
Para minha surpresa era um cortejo fúnebre que reunia uma pequena multidão e que ocupava a totalidade de uma das principais ruas da cidade.
As pessoas vestiam maioritariamente de branco e seguiam em silêncio o trompetista, que por sua vez seguia o carro que transportava o corpo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Hora de almoço
Hoje é assim. Não tão bom quanto ontem, será evidente, mas desta há peixinho fresco, bem bom!
Peixe serra grelhado, muito semelhante ao atum mas mais branco e um pouco menos comum.
Já tinha olhado várias vezes para esta varanda do Chave d'Ouro que é, basicamente, um restaurante que pertence a uma residencial com o mesmo nome.
O edifício é daqueles de estilo colonial, com umas portadas de alto a baixo e varandas bem trabalhadas.
E fica no cruzamento entre as duas principais ruas do Mindelo, a rua de Lisboa e a outra que ainda não sei o nome (mas que sei que tem efectivamente nome, ao contrário de muitas outras).
A simpatia e simplicidade das pessoas é singular. Apetece sentar e ficar pela tarde fora a ouvir o elenco infindável de mornas que passa na rádio.
Hoje sinto-me bem. O sol continua a brilhar e quase já me sinto de novo apaixonada pela solidão.
Estar por cá é também isso, fazer um exercício terapêutico de me aturar a mim mesmo e aos meus pensamentos, por mais confusos que me surjam.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Hoje é assim.
Hoje almoca-se assim. Porque é dia de voltar ao trabalho num novo ano. Porque é a primeira vez na minha vida que tenho um emprego para o qual voltar depois das férias. Porque é dia de desfazer um luto parvo de deixar a minha casa, família e amigos e porque é dia de agarrar de frente a minha nova realidade. Porque deve ser (e é) um dia de satisfação e não de mágoas.
Hoje, depois de 3 meses resolvi experimentar a pizzaria Mamamia, no ponto d'agua, mesmo na baía do Mindelo, de frente para o mar e para o Monte Cara. E está-se bem.
Como estou sozinha resolvi experimentar um sitio novo e fresco e aqui estou.
É dia 4 de Janeiro e estão 24º e céu limpo. Só motivos bons para me sentir grata.
domingo, 3 de janeiro de 2016
As primeiras 24h são as piores.
De volta à realidade.
Lá teve de ser. A volta era inevitável.
Não posso negar como me sinto... Depois de passar um mês com quem mais amo neste mundo, com todas aquelas pessoas que tanto gosto, é evidente que me sinto sozinha.
Sozinha na casa de cá, há pouco mais de 1h, dei já por mim várias vezes a pensar 'Onde anda o Sherlock?'.
No entanto, o sol brilha no Mindelo.
Adeus casacos de fazenda e botas de cano alto.
(À espera de que estes primeiros dias passem bem rápido.)








