segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dina vai às aulas

Esta gata é impressionante. Isto é numa aula.


BBC vida selvagem


A vida é boa (ao fim de semana...)!

Nos últimos dias tenho ouvido relatos de imenso frio por Portugal... Por cá continua a dar para ir para a praia ao fim de semana (apesar da chuva de Sábado).


Bô'e te corada!!

Escusado será dizer que não sei ao certo como se escreve isto... !
'Bô' significa tu e 'corada', que se pronuncia fechando muito o 'o', lendo-se praticamente 'curada', significa bronzeada, morena.
A parte do 'e te' nem sequer sei se é assim. Sei apenas que é que é a isso que soa.

Isto é coisa que tenho ouvido muito por cá.

Devo dizer que adoro apanhar tanto sol e ter parte dos meus pelos loiros coisa que, para uma morena, não é muito fácil conseguir!




Companheiros do almoço

Todos os dias pela hora do almoço entra uma 'família' de pássaros na cantina da escola. Penso que já devem ter descoberto que entre as 12 e as 13h há pouca gente na cantina, com a mudança de turno do pessoal... e lá entram eles aos pouquinhos, a apanhar todas as migalhinhas que temos pelo chão, um a um ou em grupo.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

2 meses

Faz hoje precisamente 2 meses que saí do Porto. E faltam poucos dias para voltar àquela que foi, desde sempre, a minha cidade.
As saudades apertam, bem como a ansiedade de voltar a apertar aqueles que amo.
Por cá os dias continuam longos... Mas cheios de magia.


Dina-Mica

Demorou algum tempo até que tenha percebido que a junção dos nomes dos gatos lá da escola fosse 'Dinâmica' (Dina+Mica).
Até porque achava o Mica se chamava Mico :)
Hoje estavam assim a dormir no alpendre.
É uma vida muito complicada a deles!





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sabe sabin!

O meu fim de semana foi assim.
Já agora, 'sabe' significa 'bom' em crioulo. Ou seja, dizer 'Tá Sabe' significa dizer que 'está bom'.
'Sabin' é o diminutivo de 'sabe'. 
'Sabe sabin' é um expressão muito utilizada por cá quando queremos dizer que alguma coisa está muito boa :) apesar de à letra querer dizer 'bom bonzinho', na realidade aplica-se para dizer 'muito bom'!
E para concluir, o fim de semana esteve assim, 'bom bonzinho' se tiver em conta as rajadas de vento mas 'muito bom' se tiver apenas em conta o sol e deste degrade perfeito de azuis turquesa. 


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aqui tão perto!

A uns 100m de casa, fica a Avenida Invicta Cidade do Porto :) A primeira vez que dei de cara com esta placa até pensei que estava a ver mal!
Sodade. Não de São Nicolau, como no caso da Cesária, mas da minha fiel e mui nobre Invicta. 


terça-feira, 17 de novembro de 2015

E ao quarto dia, o sol voltou a brilhar.

A ideia que criamos de Cabo Verde é que está sempre bom tempo.
Pois bem, hoje é Terça e desde Sexta que não via o sol. 
É impressionante o impacto que o sol tem nos nossos dias, no nosso estado de espírito. As últimas noites têm sido complicadas, tenho dormido bem pesado e acordo cansadíssima. Tudo isto porque tem estado farrusco, durante dias seguidos. 
E agora surgiu mais esta novidade que começaram as tempestades de areia no deserto na África continental e que é costume cá chegar. 
Era tão simples que esta questão do clima correspondesse à expectativa. Mas, infelizmente, parece que não é tão simples assim. 
Parece que o Verão está a acabar, que o sol brilhará menos, que o vento soprará mais, que a temperatura baixará.
Estou ansiosa por perceber o que isso implica. Dizem que 'fica frio', ou que fica 'fresco'. A informação que encontro por aí é que a temperatura chegará aos 18º. Isso quer dizer que baixarão 10º em relação a hoje. 
Tenho acompanhado o accuweather para o Mindelo com frequência e a previsão é que a partir de amanhã esteja limpo. 

A escola e o estado de espírito bem melancólico, sob as nuvens que se afastam.

sábado, 14 de novembro de 2015

Fazer com o mínimo



O Napolitano de Ribeira Bote

Na noite passada, partimos em busca daquilo que costuma ser por cá apelidada da melhor pizzaria da ilha.
Situada em Ribeira Bote, esta pizzaria Napolitana funciona numa cave. À entrada não existe sinalética, apenas uma luz fluorescente azulada se destaca numa rua secundária deste local, também ele periférico. O rés-do-chão é aberto e tem um sujeito de 2 metros de altura sentado por detrás de uma mesa que se assemelha a um púlpito. Na frente desse mesmo púlpito, uma mensagem começa com a palavra 'STOP' em letras garrafais em vermelho. Por debaixo diz qualquer coisa do género 'se quer encomendar uma pizza, peça e sente-se.'
O sujeito de 2 metros acompanha-nos a esta sub-cave e a surpresa é agradável, principalmente no que toca à qualidade do atendimento e da comida.
Para além disso tudo, tem cerveja local de litro, o que é óptimo para um pequeno grupo partilhar.
É para repetir. Das melhores pizzas que já experimentei.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Diz que é verdade.

O Facebook tem sido a ligação que tenho à 'vida real', àquela donde venho. 
Este ano, tudo é diferente. Sem castanhas no São Martinho, sem frio no aproximar da quadra natalícia. É uma confusão, um andar à deriva em relação às referências que tenho, aos meus costumes de vida, às datas que têm sido como marcos na minha jovem vida de 32 anos. 
Não me sinto propriamente perdida. Ando focada como nunca. O trabalho é muito e orgulho-me muito do que faço. 
Mas quando surge no meu mural de Facebook uma imagem como esta, ouço um estalido dentro de mim, que me recorda de datas que foram sempre tão importantes para mim, para a minha estrutura familiar e pessoal. 
Estar tão próximo do Natal e não usar um agasalho sobre os vestidos frescos que uso é uma confusão. Não acender uma lareira, ou andar às voltas com o meu tricot é confuso, estranho e uma aprendizagem.
Olhar uma imagem como esta faz-me fazer contas aos dias que faltam para voltar a sentir frio outra vez e a mergulhar no cinzento da minha cidade. 
(Daqui a 23 dias, vou sofrer!! Mas não importa!:P)


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Crioulos há muitos.

Cada vez fico mais encantada com a língua, com a música que é o crioulo.
No outro dia ouvi, pela primeira vez, a expressão cassiobody que é, nada mais nada menos, que assalto. Ser vítima de cassiobody é ser assaltado, portanto! :)
Antes desta expressão que passou a ser a minha expressão preferida em crioulo, a minha palavra preferida costumava ser 'bsot', que é nada mais nada menos que 'vocês'.
Entre grupos de jovens é muito comum ainda ouvir-se a expressão 'hei moço' que soa mais a 'é moss', carregando muito no 'é' e suprimindo a última vogal. É super engraçado e lembra muito as minhas tias a chamar os sobrinhos!! É uma expressão super portuguesa, principalmente do norte.
Para além da melodia que é o crioulo, apercebo-me de regionalismos entrecruzados com verdadeiro amor à camisola.
Antes de vir para cá ouvi dizer que o pessoal de Soncente é 'diferente', que até aí se fala um crioulo especial, quase elitista (foi o que ouvi!!!).
Agora que aqui estou ouço dizer precisamente o oposto, que o 'badio' não se percebe...
O 'badio' é o crioulo falado em Santiago, sendo que as pessoas da capital são também 'badios'. Não vadios como dizemos em Portugal, com 'v' no início e o 'a' muito aberto, mas com 'b' e suprimindo ao máximo a vogal 'a'. Diz-se quase b'dio.
O que é engraçado é que em crioulo há várias formas de dizer determinada coisa e modos distintos de o escrever. É a língua mestiça por eleição. Adoro, e espero sair de cá a sabê-la falar. Pelo menos a dar uns toques :)

Armas

Na viagem para a Ilha de Santo Antão, deparamo-nos com um mar agreste e muito pouco amigável.
A duração da viagem é breve, o que basicamente é a única coisa que me leva a pensar em voltar. É impressionante como os nossos corpos reagem de forma tão diferente quando colocados exactamente na mesma situação. Tanto na ida como no regresso, não ter vomitado, foi uma mera casualidade.
Junto a Santo Antão, a agressão do oceano atinge o seu ponto máximo. As ondas cruzam-se criando remoinhos e impondo respeito.
No dia a seguir a levar-nos até Santo Antão, o barco seguiu para o estaleiro, onde ainda está. Parece tão pequeno quando retirado da água. Um brinquedo facilmente engolido pela fúria do mar.

O barco Mar d'Canal (da empresa Armas) no estaleiro...
Uma semana antes, levou-nos até Santo Antão.
A Ilha de Santo Antão aparece ao fundo.

Tobias

O Tobias é um cão muito especial. É conhecido por ser o 'cão da praia'. Está sempre por lá e muitas das vezes a nadar no mar. Das primeiras vezes que o vi, nem queria acreditar.
Como gosto muito de cães, tenho por hábito, ao vê-los a passear pelas ruas, de os chamar na esperança que me liguem. (o que, diga-se de passagem, é raríssimo)
O Tobias é diferente e soube-o logo no primeiro dia de praia. Chamei-o e veio logo a correr para mim, cheio de felicidade no olhar. Ao chegar ao pé de mim, deu-me um encontrão para se deitar na minha toalha ao meu lado. E tem sido sempre assim, desde esse dia.
Por vezes, outros cães aparecem na praia, e pegam-se uns com os outros, o que não é bonito de se ver. O Tobias parece-me ser novinho e, no fundo, inseguro. Por várias vezes, encrespa-se ao ver outros cães mas chamo-o e ele vem sentar-se na minha toalha, com o rabo entre as pernas.
Se nos encontra pela cidade, vem a correr disparado, fazer-nos festa. Segue-nos por um ou dois minutos, até o faro dele detectar algo de mais interessante...
Já nos seguiu até casa diversas vezes. Ao chegar à porta, deita-se à espera de comida. Já temos por hábito incluir nas compras de mercearia lá para casa comida de cão.
Depois, de barriguinha cheia, passa a noite à porta de nossa casa.
Outras vezes, acordamos e já se pôs a andar.
É um cão do mundo. O cão da praia.

No fim de semana passado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015