sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Diz que é verdade.

O Facebook tem sido a ligação que tenho à 'vida real', àquela donde venho. 
Este ano, tudo é diferente. Sem castanhas no São Martinho, sem frio no aproximar da quadra natalícia. É uma confusão, um andar à deriva em relação às referências que tenho, aos meus costumes de vida, às datas que têm sido como marcos na minha jovem vida de 32 anos. 
Não me sinto propriamente perdida. Ando focada como nunca. O trabalho é muito e orgulho-me muito do que faço. 
Mas quando surge no meu mural de Facebook uma imagem como esta, ouço um estalido dentro de mim, que me recorda de datas que foram sempre tão importantes para mim, para a minha estrutura familiar e pessoal. 
Estar tão próximo do Natal e não usar um agasalho sobre os vestidos frescos que uso é uma confusão. Não acender uma lareira, ou andar às voltas com o meu tricot é confuso, estranho e uma aprendizagem.
Olhar uma imagem como esta faz-me fazer contas aos dias que faltam para voltar a sentir frio outra vez e a mergulhar no cinzento da minha cidade. 
(Daqui a 23 dias, vou sofrer!! Mas não importa!:P)


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Crioulos há muitos.

Cada vez fico mais encantada com a língua, com a música que é o crioulo.
No outro dia ouvi, pela primeira vez, a expressão cassiobody que é, nada mais nada menos, que assalto. Ser vítima de cassiobody é ser assaltado, portanto! :)
Antes desta expressão que passou a ser a minha expressão preferida em crioulo, a minha palavra preferida costumava ser 'bsot', que é nada mais nada menos que 'vocês'.
Entre grupos de jovens é muito comum ainda ouvir-se a expressão 'hei moço' que soa mais a 'é moss', carregando muito no 'é' e suprimindo a última vogal. É super engraçado e lembra muito as minhas tias a chamar os sobrinhos!! É uma expressão super portuguesa, principalmente do norte.
Para além da melodia que é o crioulo, apercebo-me de regionalismos entrecruzados com verdadeiro amor à camisola.
Antes de vir para cá ouvi dizer que o pessoal de Soncente é 'diferente', que até aí se fala um crioulo especial, quase elitista (foi o que ouvi!!!).
Agora que aqui estou ouço dizer precisamente o oposto, que o 'badio' não se percebe...
O 'badio' é o crioulo falado em Santiago, sendo que as pessoas da capital são também 'badios'. Não vadios como dizemos em Portugal, com 'v' no início e o 'a' muito aberto, mas com 'b' e suprimindo ao máximo a vogal 'a'. Diz-se quase b'dio.
O que é engraçado é que em crioulo há várias formas de dizer determinada coisa e modos distintos de o escrever. É a língua mestiça por eleição. Adoro, e espero sair de cá a sabê-la falar. Pelo menos a dar uns toques :)

Armas

Na viagem para a Ilha de Santo Antão, deparamo-nos com um mar agreste e muito pouco amigável.
A duração da viagem é breve, o que basicamente é a única coisa que me leva a pensar em voltar. É impressionante como os nossos corpos reagem de forma tão diferente quando colocados exactamente na mesma situação. Tanto na ida como no regresso, não ter vomitado, foi uma mera casualidade.
Junto a Santo Antão, a agressão do oceano atinge o seu ponto máximo. As ondas cruzam-se criando remoinhos e impondo respeito.
No dia a seguir a levar-nos até Santo Antão, o barco seguiu para o estaleiro, onde ainda está. Parece tão pequeno quando retirado da água. Um brinquedo facilmente engolido pela fúria do mar.

O barco Mar d'Canal (da empresa Armas) no estaleiro...
Uma semana antes, levou-nos até Santo Antão.
A Ilha de Santo Antão aparece ao fundo.

Tobias

O Tobias é um cão muito especial. É conhecido por ser o 'cão da praia'. Está sempre por lá e muitas das vezes a nadar no mar. Das primeiras vezes que o vi, nem queria acreditar.
Como gosto muito de cães, tenho por hábito, ao vê-los a passear pelas ruas, de os chamar na esperança que me liguem. (o que, diga-se de passagem, é raríssimo)
O Tobias é diferente e soube-o logo no primeiro dia de praia. Chamei-o e veio logo a correr para mim, cheio de felicidade no olhar. Ao chegar ao pé de mim, deu-me um encontrão para se deitar na minha toalha ao meu lado. E tem sido sempre assim, desde esse dia.
Por vezes, outros cães aparecem na praia, e pegam-se uns com os outros, o que não é bonito de se ver. O Tobias parece-me ser novinho e, no fundo, inseguro. Por várias vezes, encrespa-se ao ver outros cães mas chamo-o e ele vem sentar-se na minha toalha, com o rabo entre as pernas.
Se nos encontra pela cidade, vem a correr disparado, fazer-nos festa. Segue-nos por um ou dois minutos, até o faro dele detectar algo de mais interessante...
Já nos seguiu até casa diversas vezes. Ao chegar à porta, deita-se à espera de comida. Já temos por hábito incluir nas compras de mercearia lá para casa comida de cão.
Depois, de barriguinha cheia, passa a noite à porta de nossa casa.
Outras vezes, acordamos e já se pôs a andar.
É um cão do mundo. O cão da praia.

No fim de semana passado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Mico, filho da Dina


Rainbow

Hoje, tive direito a arco-íris. À quantidade de chuva e sol misturada que já vi por estas bandas é impressionante que apenas hoje se tenha visto...