terça-feira, 27 de outubro de 2015

Mico, filho da Dina


Rainbow

Hoje, tive direito a arco-íris. À quantidade de chuva e sol misturada que já vi por estas bandas é impressionante que apenas hoje se tenha visto...


domingo, 25 de outubro de 2015

Mais um fim de semana.

Faz amanhã um mês que cheguei.
Parece pelo menos o dobro... A rotina é tão esmagadora quando a qualidade de vida que aqui se proporciona. Há tempo para tudo. Tempo de qualidade para tudo.
Por outro lado, como o tempo rende tanto, as rotinas são pesadas e densas. Complicadas de gerir.
Tenho feito um enorme esforço para distinguir os dias e fazer sempre coisas diferentes, mas por vezes é muito complicado.
Não dá muito como fugir, se é que me faço entender.
A cidade do Mindelo, apesar de ser considerada a 'capital cultural' de Cabo Verde, apesar de achar que tem uma potencialidade incrível, não tem dinâmicas muito diversas.
A praia é fabulosa, mas a uma distância 'caminhável', existe apenas a Lajinha. Não dá para variar muito. Para comprar peixe, carne, frutos ou legumes, também não existem espaços diversos. Apenas um espaço para cada uma das tipologias. Apenas dá para variar na mercearia.

Devo confessar que estou ansiosa pelo próximo fim de semana que, com certeza, será bem diferente.

Lajinha, ontem. 18.30 da tarde.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Monte Cara

É isto o que recebo por ficar a trabalhar até tarde. Uau.

Ontem, do terraço da escola.

domingo, 18 de outubro de 2015

Amanheceu farrusco

Depois de um dia passado inteiramente na praia (ontem), estávamos cá em casa a jantar quando começa a chover. Algumas de nós quase a dança da chuva faziam, sedentas de frescura! (Não foi o meu caso, porém.)
Hoje, pelas 8h da manhã começou a chover violentamente e ainda não abriu... Ouvi um vizinho comentar "Isto já não chuva de Outubro" isto porque, pelo que dizem, a época das chuvas terminou em Setembro (e tem a duração de 2 ou 3 meses).
Desde que cá estou, ou seja, nas últimas 3 semanas (que aparecem 2 ou 3 meses), já vi chover algumas vezes* mas apenas uma dessas foi como hoje, chuva que durou umas horas valentes.

Do terraço do meu quarto... A neblina a formar-se nas montanhas.

*Da primeira vez que vi chover, estava em casa e nem queria acreditar. Tinha estado um dia de calor doido... Choveu durante uns 10 minutos.
Da segunda vez, choveu a sério. Molhei-me toda, porque me fiei naquela história da chuva tropical, que se vai num ápice. Choveu durante a tarde toda.
Da terceira, estava em a chegar à praia num Sábado de manhã e choveu durante (no máximo 2 minutos). As pessoas ficaram imóveis debaixo da chuva, adivinhando que passaria bem rápido.
Da quarta vez, até documentei aqui no blog. Estava no trabalho, mas também durou uns 10 minutos.
A quinta vez foi ontem à noite e, a sexta, hoje.
(Isto é doentio... Ou é do tempo fluir bem devagarinho, ou das vitaminas que ando a tomar, mas lembro-me de cada um desses momentos.)

Pois bem, está a chover em média duas vezes por semana, o que é bem mais do que aquilo que imaginava, antes de vir para cá... Por mais que prefira o calor, a verdade é que esta terra precisa de água e fico contente que chova, mesmo que isso implique o boicote da minha ida à praia a um Domingo!

Proibido entrada a cães.

Esta placa em São Vicente é uma verdadeira anedota. Primeiro, porque existem dezenas de cães por todo o lado espalhados, abandonados e à deriva. Segundo, porque quem os tem, trá-los na mesma para a praia.
Depois, há um outro pormenor. Se repararem na imagem, a placa está colocada à saída da praia e não à entrada. Ou seja, apenas quem está a sair da praia consegue ver a sinalização :)


Ainda, Santo Antão.

Santo Antão continua ao largo...

Ontem, a partir da praia da Lajinha.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Santo Antão, a partir de São Vicente

Ando a modos que fascinada com a Ilha de Santo Antão. Descrevem-ma como um paraíso na terra, até que finalmente a avisto da minha rua.
É como uma massa que parece andar à deriva por esses mares até que encalha ao largo de São Vicente.
Espero estar a ir para lá, daqui a 15 dias! :)


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Monte Sossego

Nos últimos dias, o trabalho tem-me levado para Monte Sossego, que é um dos 32 'lugares' do Mindelo. (Imagino que estes 'lugares' correspondam àquilo que normalmente chamamos de freguesias.)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mindelo_(Cabo_Verde)
Conseguimos entrar num dos edifícios junto à praça que temos estado a mapear para a poder fotografar de cima, e foi com isto que dei...
Mindelo é assim, uma enorme massa que se estende ao longo de todo o vale que se encaixa de frente para a baía de Porto Grande. Uma massa gigantesca que não parece nunca tão grande quanto é... Uma malha que sempre me espanta quando a vejo de cima.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Já começo a sentir falta do fim de semana.

ai ai...

Soncente road trip

À saída do Mindelo. Este espaço é um campo de golf. É verdade, não tem relva!
Entre Mindelo e Calhau.
Ribeira de Calhau. Oásis a meio da planície.
Calhau. Este sítio tem dois vulcões, um de cada lado. A paisagem é bem diferente de tudo aquilo que tenho visto por cá, com formações vulcânicas escuras a entrar pelo mar dentro. 
Calhau. Um dos vulcões.
Calhau. Uma praia rochosa junto a um dos vulcões.
Entre Baía e a Praia do Norte. 
Costa Norte. Praia Grande e Praia do Norte, praticamente desertas. Caminho para Baía das Gatas.
O sítio mais lindo que vi. Praia do Norte e Praia Grande. Desertas!!

Costa Norte. Junto à Praia do Norte e Praia Grande.

Praia do Norte e Praia Grande.

Salamansa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Sunset no Mindelo

Por cá, amanhece e anoitece bem cedo! Mas sabe tão bem quando a noite vem...



Pisa papéis e pisa toalhas

No Mindelo tenho descoberto a verdadeira utilidade dos pisa papéis. É verdade, pela primeira vez estou num sítio onde realmente utilizam este objecto.
O vento é uma constante e chega a atingir proporções quase violentas. Devo dizer que, pessoalmente, não me importa nada. Muito pelo contrário, ajuda a refrescar!
Na praia, toda a gente utiliza pedras e pedregulhos para segurar as toalhas. Chega a ser caricato. Ao contrário do que possam imaginar, na praia, também não incomoda nada. A areia como não é muito fina permanece colada ao solo e a aragem (ou ventania) que se sente é bem boa!


Sorvete de Tamarindo

10 escudos (menos de 10 cêntimos)! E tão bom!
A par do preço e do seu paladar delicioso, adoro a forma como se serve (e como se come)!
É só fazer um buraquinho com os dentes num cantinho do saco e ir bebendo o suco.
Esta delícia é vendida na praia! :)

Miradouro de Alto de Cruz

Sim, sou residente de Alto de Cruz! Esta manhã, a caminho do único contentor de lixo que conheço na cidade, dei de caras com esta panorâmica... Ao fim de duas semanas a viver aqui (e desesperada por um contentor do lixo), percebo que valeu a pena subir o resto da minha rua (que é bem íngreme!) para encontrar um espaço como este.


Fim de Semana no Mindelo!

Bom dia, mundo! Porque é fim de semana, hoje é dia de Lajinha! Esta praia magnífica!
Até já!!


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Em CV também chove!

É assim. É impressionante a volta que o tempo dá em poucos minutos. E tal como de repente começa a chover, também num ápice, volta um sol escaldante.
A parte complicada é que o ar, que já é húmido q.b., fica insuportável quando chove...


Como se vive

Viver em Cabo Verde é caro. Principalmente se tivermos em consideração que o ordenado mínimo está afixado nos 11 000 escudos (ou 11 contos, como se diz por cá). Essa quantia é menos de 110€.
Na semana passada, numa visita ao mercado do peixe e à Praça Estrela (mercado de fruta e legumes), comprei esta coisa toda por 800 escudos, o que será pouco menos de 8€. Fiquei super contente com os negócios que fiz, principalmente com o peixe. As duas dobradas (sim, são dobradas e não douradas), custaram-me 100 escudos (menos de 1€!).
No entanto, ponho-me a pensar. Estou aqui sozinha, e o que vou comprar é para consumo próprio. Não tenho uma família para sustentar. Questiono-me como conseguem estas pessoas ter o que comer. Isto porque, se estes produtos locais até foram baratos para aquilo que estou habituada, o resto das coisas que são importadas (arroz, azeite, açucar, ...) é, por norma, o mesmo preço que em Portugal, ou mais caro. 
Dá que pensar... Não admira que se coma tanta cachupa, que é o que de facto sai mais barato.


Sobre o crioulo.

Ontem mostraram-me este site para descobrir mais sobre o crioulo. Devo dizer que é uma língua bem difícil de aprender.
Foi surpreendente deparar-me com uma situação em que o 'português' não passa de uma formalidade. Ou seja, é comum encontrar pessoas que não falam português ou que o falam muito mal. Esta questão está muito relacionada com os níveis de escolaridade de cada um.
Na família e na sociedade, fala-se crioulo, sempre. O português é introduzido na vida das pessoas assim que elas entram para a escola e passam a ter a disciplina de língua portuguesa (tal como em Portugal temos). Deste modo, quanto mais baixo é o nível de escolaridade, mais frágil é o nível do português.
A minha questão é, porque é que o português é a língua oficial em Cabo Verde? Por ser uma ex-colónia portuguesa?
Antes de cá chegar imaginava que o crioulo seria uma espécie de dialecto, mas agora sinto que é a identidade desta gente.
Como nunca encontrou uma 'oficialização', o crioulo persiste ao nível da oralidade, oscilando em conformidade com a ilha, ou com a zona em que se vive. Isto implica ainda formatos de escrita que variam muito, como se não se soubesse ao certo como se escreve determinada coisa. (Daí que ache que a sua persistência diz respeito ao domínio oral... Sendo transmitido de pais para filhos, consoante se vai falando.)
Considero, assim, que o crioulo é uma língua orgânica, com vida dada através de quem a fala, com recortes e acentuações particulares.
Não falar crioulo é aquilo que mais me afasta de Cabo Verde e isso, de alguma forma, entristece-me. Tenho de tratar disso!:)

(Não sou, mas consigo entender o orgulho!)
http://www.keepcalm-o-matic.co.uk/p/keep-calm-mi-e-de-soncente/

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Em Roma, sê Romano.

Hoje descobri a camoca à venda no mini-mercado!
Este alimento é basicamente milho torrado e moído e tem a consistência de uma espécie de farinha. Já tinha provado um gelado à base de camoca (que amei) e uma mistura de camoca com outros ingredientes, mas foi a primeira vez que provei este alimento puro, sem aditivos. 
Para além de servir para fazer gelados, papas ou outras misturas, come-se sem nada, tirado directamente do saco. 
É estranho, admito que sim, mas o sabor é mesmo muito agradável!! :) Estou rendida!


Alto de Bomba

Ontem partimos na nossa primeira incursão por Alto de Bomba. Este espaço é o que mais se assemelha à imagem de favela que por norma (re)conhecemos.
Apesar disso, Alto de Bomba (tal como poderão ver na imagem) tem uma relação extraordinária com a baía do Mindelo, unindo-se totalmente à malha que compõe a cidade, porém num traçado espontâneo e orgânico.
Visto de cima, conseguimo-nos aperceber, ainda, que o aglomerado não é denso como bairros de lata existentes em outros pontos do mundo. As construções são mais fluidas, encontrando ao longo da encosta diversos espaços vazios e, portanto, a oportunidade de requalificar estes interstícios em espaços públicos com alguma dignidade.
À primeira vista, encontramos um lugar em suspenso, composto por habitações que parecem inacabadas, com tijolos de cimento à vista e janelas sem caixilharia (ou vidro). Os cabos eléctricos que sobrevoam a paisagem denunciam a existência da luz nestas unidades habitacionais, no entanto, os odores que por aí se sentem apontam também para a ausência de uma rede de saneamento.
Senti-me esmagada. Uma experiência absolutamente arrebatadora.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Encarando o céu

Por onde quer que ande, ali está ela, encarando o céu.

É o Monte Cara, um perfil de gente que se delinea no topo da montanha, como algo (ou alguém) que ali está, entre o céu e a terra.


S. Pedro by night

A noite passada fomos jantar a S. Pedro e tive a oportunidade de experimentar uma coisa nova!
Como éramos 6 pessoas para uma carrinha de caixa aberta, alguns de nós fomos na parte de trás.
Ao contrário daquilo que acontece em Portugal, cá não é ilegal, aliás é prática comum.
(Mãe, pai, foi super seguro e tranquilo! O condutor conduzia bem devagarinho e a estrada era na sua generalidade alcatroada!)
Em S. Pedro parece que ficamos mais perto do céu. As estrelas parece que cintilam com mais força e ampliam-se na sua dimensão. Talvez fosse por causa da ausência de luz :)


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Entre as ondas e as montanhas

Hoje foi dia de ir buscar os últimos colegas que chegam do continente, ao aeroporto de S. Pedro.
De S. Pedro até Mindelo, deu para olhar a panorâmica com outros olhos que, em pouco mais de uma semana deixaram de ser os de um 'estrangeiro'.
Talvez seja da 'morabeza', ou não, mas Cabo Verde tem destas coisas. Tem a capacidade de, facilmente, nos fazer sentir de cá.




Dina, a companheira de trabalho.

Cabo Verde tem, ao que parece, muitos cães e gatos espalhados por todo o lado. O M_eia, como não poderia deixar de ser, tem dois gatos. Esta é a Dina, a mãe, e existe ainda o Mico (não sei se se escreve assim), que é o filho. São exactamente iguais, à excepção do seu tamanho e da sua atitude. Como costumo dizer, o Mico é o 'tinhoso'. Não se chega a ninguém, está sempre na cena dele. A Dina gosta de dormir em cima da minha mesa de trabalho, encostada aos livros ou ao computador. 


Calor tropical. E ainda bem!

Sempre ouvi esta coisa de que é terrível trabalhar num sitio quente.

Desculpem-me, não concordo nada :D

Acordar com sol todos os dias é magnífico, mesmo que tenha dado mil e uma voltas na cama com o calor até conseguir adormecer. Mesmo que o sol queime ao longo de todo o percurso até ao trabalho. Mesmo que a escola (ou qualquer outro edifício, na sua generalidade) não tenha ar condicionado. Mesmo que chegue a casa a escorrer de suor, todos os dias, a qualquer hora do dia. Mesmo que suje quantidades industriais de roupa.

A minha perspectiva é esta. O sol faz-me sentir bem. O calor permite-me usar roupas leves e estar bem disposta todas as manhãs, mesmo quando acordo assim que amanhece.

O calor deixa as pessoas bem dispostas e este clima tem coisas maravilhosas, como os frutos tropicais! :D E para grande sorte minha, as papaias (que são nada mais nada menos que o meu fruto preferido) são, a par das bananas, o fruto mais barato desta terra. Para além de que são maravilhosas. (Não se comparam em nada com aquelas que encontramos no Pingo Doce ou no Continente)


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Rumo a Sul.

Hoje é 5 de Outubro, antigo feriado português.

Tal como os feriados que já não o são, também eu, entusiasta do Porto, da minha cidade, a abandonei para enfrentar o sul. Abandonei a condição que orgulhosamente exibia como aí sendo 'nascida e criada' e, segundo esta perspectiva, também eu deixei de o ser (assim como o feriado).

Faz hoje pouco mais de uma semana que cheguei. Deixei para trás os tons cinza do céu e dos granitos da minha cidade para me deparar com a cor intensa de edifícios (que apenas se pintam onde a tinta faz verdadeiramente falta).

Aqui sinto-me num constante processo de depuração, não no sentido da purificação do 'espírito', mas da simplificação da forma, do formato, do estilo de vida. A cada dia que passa me adapto mais e mais a este território insular. A minha vivência por aqui faz-me repensar tudo, as questões mais básicas da vida; a forma como a nossa condição vulgarmente nos leva a depender de tanto quando precisamos de tão pouco, e não para sobreviver mas para sermos felizes.

O sol brilha todos os dias. Mas também chove, faz vento, e nuvens, quase todos os dias.

Trabalha-se muito também. Hoje, um professor dizia-me que Cabo Verde é aquele constante estado 'inacabado' (não utilizou esta expressão, mas penso que resume muito bem o teor da conversa). Contou-me que há umas décadas, ao visitar um amigo nos Açores lhe dizia que seria incapaz de lá viver, porque estava tudo arrumado e limpo, num estado finalizado. Disse-me ainda que era isso mesmo o tirava bem cedo da cama todas as manhãs, com vontade resolver coisas.

Os dias aqui no Sul são longos. Começam a horas que não me lembro (por norma) de acordar em Portugal. Mas também escurece cedo.

18.30 é noite em São Vicente. Por essa hora gosto de trocar as sabrinas pelas sapatilhas e de ir correr à Marina do Mindelo. Até à noite o vento é quente.

Nessa hora do dia sinto que, apesar de todos os sacrifícios que faço ao deixar tanta coisa boa para trás, sou uma privilegiada, ao ver a noite cair quando, nas minhas corridas pela marginal, dou de caras com a praia da Lajinha ainda com a luz no horizonte.



... e do Mindelo para o mundo.

Para os mais distraídos, Soncente é São Vicente em crioulo.

E a confusão com Mindelo junto ao Porto desfaz-se logo na forma como se designa. Aqui estou no Mindelo :)

Das primeiras coisas que marcaram a minha perspectiva assim que cheguei a São Vicente é a cor da paisagem. A vegetação é muito rara e umas montanhas negras erguem-se um pouco por todo lado.

O caminho entre o aeroporto de S. Pedro e Mindelo é a única estrada alcatroada que daí sai. Não há que enganar.

O calor e o vento marcam o dia a dia, bem como a humidade do ar.

Mindelo volta-se a Norte, encalhada numa cratera natural (onde o epicentro de um vulcão submarino se localiza). Espanto-me a saber que Mindelo é a a segunda cidade mais populosa de Cabo Verde. Os cães passeiam por todo o lado, à deriva. Lembro-me do meu e de como é mimado.

Também Mindelo é um porto, com o nome de Porto Grande. E, para mim, será o meu porto de abrigo por quase um ano.