terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Os Cães de Soncente _ Parte III
Sim, quem está sentada com um cão no colo, sou eu mesmo! :) O segundo cão também acabou por me subir para cima. Conclusão: pulguinhas!
Esta fotografia foi tirada por uma aluna, em Ilha d'Madera, num dia em que planeamos uma feijoada com a comunidade. Temos estado a trabalhar neste contexto que é bem pobre, mas muito rico de espírito!
Os Cães de Soncente _ Parte II
Vejo este companheiro todos os dias, por norma, todas as manhãs e todos os fins de tarde.
Vive na rua mas gosta de se deitar neste muro. Tem uma pata desfeita. Deve ter sofrido já imensamente.
Vive na rua mas gosta de se deitar neste muro. Tem uma pata desfeita. Deve ter sofrido já imensamente.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Cabo Verde também é isto
Nos últimos dias tenho andado um pouco tonta e com dificuldades em dormir. Pode ser uma questão de ansiedade ou mesmo tensão arterial baixa. Isto porque por cá resolvo sempre abolir o café e porque temos tido umas tardes bastante quentes.
Surpreendente é que, nas farmácias que abundam pelo centro da cidade, nenhuma tem um medidor de tensões. Ontem chegaram a dizer-me mesmo que as farmácias não estão equipadas com isso... que tenho de me deslocar ao banco de urgência do hospital. Uma anedota.
Costumo dizer por brincadeira que a minha relação com Cabo Verde é de extremos, oscilando entre o amor e o ódio. Tem dias em que deixa de ser brincadeira e em que o sinto realmente.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Sobre o Fogo
O Fogo é capaz de ser a ilha que mais gostei de conhecer. Não existe um único motivo para não gostar.
As pessoas são muito simpáticas, a morabeza aí é impressionante! E, por outro lado, o assédio às mulheres, principalmente às 'branquela' (como aqui se diz) não é desmesurado. Parece existir mais respeito e talvez menos sexismo.
Para além de simpáticas, são super trabalhadoras, até impressiona! Pelas ruas, não se vê gente parada. Toda a gente a trabalhar, nos pavimentos, nos campos, ou a carregar água, colheitas ou fardos de palha. No atendimento é também impressionante. Tudo altamente limpo, tratado, muito atenciosos e rápidos. Devo dizer que nunca em Soncente fui atendida como no Fogo, à excepção de um restaurante em S. Pedro, chamado de Santo André, que é gerido por um sueco aposentado, onde a comida e o serviço são excelentes, mas demasiado longe de casa para quem não tem carro.
Para além do serviço, a comida e o vinho, são top! Existe carne maravilhosa, de vacas bem alimentadas e muitos vegetais, fruto de uma terra muito fértil. Ficamos a conhecer o nome dado ao vinho caseiro do Fogo, o Manecon (adorei o nome!) mas, fizemos questão de regar os nossos jantares sempre com vinho Chã, de Chã das Caldeiras, um vinho muito alcoólico (14º), saboroso e caro, não fosse a última erupção de 2014-2015 ter arrasado praticamente toda a vinha.
E a paisagem é também ela incrível. Por um lado, a fertilidade do solo faz com que exista imensa vegetação por todo o lado e, por outro, essa mesma fertilidade dá de comer a muito mais gente, de uma forma eficaz. Isso acaba por se reflectir no tratamento das fachadas e nos arranjos exteriores de um modo espectacular. Para além disso, a presença dos vulcões alteram totalmente a paisagem, tornando-a quase lunar.
A força das pessoas que viram as suas casas e todos os seus bens consumidos pela lava faz agora um ano também me marcou profundamente. Longe de ficarem à espera dos subsídios que não chegam, agarram-se à vida com aquilo que lhes restou, recomeçando de novo e olhando para o vulcão quase com admiração e sem raiva nenhuma.
As pessoas são muito simpáticas, a morabeza aí é impressionante! E, por outro lado, o assédio às mulheres, principalmente às 'branquela' (como aqui se diz) não é desmesurado. Parece existir mais respeito e talvez menos sexismo.
Para além de simpáticas, são super trabalhadoras, até impressiona! Pelas ruas, não se vê gente parada. Toda a gente a trabalhar, nos pavimentos, nos campos, ou a carregar água, colheitas ou fardos de palha. No atendimento é também impressionante. Tudo altamente limpo, tratado, muito atenciosos e rápidos. Devo dizer que nunca em Soncente fui atendida como no Fogo, à excepção de um restaurante em S. Pedro, chamado de Santo André, que é gerido por um sueco aposentado, onde a comida e o serviço são excelentes, mas demasiado longe de casa para quem não tem carro.
Para além do serviço, a comida e o vinho, são top! Existe carne maravilhosa, de vacas bem alimentadas e muitos vegetais, fruto de uma terra muito fértil. Ficamos a conhecer o nome dado ao vinho caseiro do Fogo, o Manecon (adorei o nome!) mas, fizemos questão de regar os nossos jantares sempre com vinho Chã, de Chã das Caldeiras, um vinho muito alcoólico (14º), saboroso e caro, não fosse a última erupção de 2014-2015 ter arrasado praticamente toda a vinha.
E a paisagem é também ela incrível. Por um lado, a fertilidade do solo faz com que exista imensa vegetação por todo o lado e, por outro, essa mesma fertilidade dá de comer a muito mais gente, de uma forma eficaz. Isso acaba por se reflectir no tratamento das fachadas e nos arranjos exteriores de um modo espectacular. Para além disso, a presença dos vulcões alteram totalmente a paisagem, tornando-a quase lunar.
A força das pessoas que viram as suas casas e todos os seus bens consumidos pela lava faz agora um ano também me marcou profundamente. Longe de ficarem à espera dos subsídios que não chegam, agarram-se à vida com aquilo que lhes restou, recomeçando de novo e olhando para o vulcão quase com admiração e sem raiva nenhuma.
| Praia de S. Filipe. |
| Paisagem lunar. |
| Paisagem lunar. |
| A cobertura de uma casa completamente submersa de lava solidificada. |
| Vulcão. |
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