domingo, 10 de janeiro de 2016

'Luto' desfeito

Cheguei há uma semana e apenas ao fim deste tempo senti vontade de voltar à Lajinha.
É óptimo sentir-me bem comigo mesma. E sentir-me bem é isto mesmo. A capacidade que temos de estar sozinhos em qualquer parte do mundo e ter a situação controlada e, se possível, aproveitar cada raio de sol.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Mimo de hoje!

Grana Padano de São Vicente, uma verdadeira iguaria! 200 gr a 400 escudos (aproximadamente 4€)! Uma pequena fortuna, mas é delicioso.

Dina-Mica

Dia de Reis

Hoje é um dia especial e não apenas porque é Dia de Reis.
Faz hoje 15 anos que estou com o João e, pela primeira vez, não estou com ele para que possamos festejar do nosso jeito.
Mas a vida é mesmo assim. Por mais pena que sinta, sei que é assim mesmo que tem de ser.
Por cá não se ouve nada relativamente aos Reis, mas as iluminações de Natal continuam ao rubro!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Colombinho

Hoje vim ao Colombinho, um Snack Bar com pratos do dia, mesmo no centro. Apesar de ser muito central em relação à cidade, fica numa rua secundária, com pouco movimento.  Para além disso,  a sua localização no interior de uma galeria comercial confere-lhe ainda um ambiente intimista e tranquilo.
Aqui o edifício abre-se num pátio interior e há musica. As melodias do costume, suaves e mornas, como o próprio nome indica.
O tempo já não está propriamente insuportável de calor. Os 24º que se fazem sentir são bem amenos debido à brisa fresca constante. (Mãe, está na altura de cá vires, tu que não toleras o calor!)
Apesar de tudo, os enfeites de Natal destoam. Soa estranho ver pinheirinhos cheios de neve artificial, com um pai natal todo agasalhado, no meio de gente que nem casacos usa.
A semana já vai a meio e não me posso queixar. Para já o sol continua a brilhar e o trabalho é, como de costume, muito! Portanto o tempo acelera um pouquinho mais; o que é óptimo.
Quando o ritmo aperta a sério, costumo ter como ponto de referência a Quarta-feira, ponto até ao qual a semana é mais exigente. "Daqui até poder ir para a Lajinha apanhar sol, é um tirinho!", é o que costumava pensar.
Há que voltar a adoptar a mesma estratégia!

Ao som de um trompete

Na tarde de ontem fui parar a una sala onde não é meu costume trabalhar. A dada altura a correcção de trabalhos foi interrompida por uma melodia maravilhosa. O som doce e suave de um trompete aproximava-se. Corri para a janela para perceber o que se passava.

Para minha surpresa era um cortejo fúnebre que reunia uma pequena multidão e que ocupava a totalidade de uma das principais ruas da cidade.

As pessoas vestiam maioritariamente de branco e seguiam em silêncio o trompetista, que por sua vez seguia o carro que transportava o corpo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Hora de almoço

Hoje é assim. Não tão bom quanto ontem, será evidente, mas desta há peixinho fresco, bem bom!

Peixe serra grelhado, muito semelhante ao atum mas mais branco e um pouco menos comum.

Já tinha olhado várias vezes para esta varanda do Chave d'Ouro que é,  basicamente, um restaurante que pertence a uma residencial com o mesmo nome.

O edifício é daqueles de estilo colonial, com umas portadas de alto a baixo e varandas bem trabalhadas.

E fica no cruzamento entre as duas principais ruas do Mindelo, a rua de Lisboa e a outra que ainda não sei o nome (mas que sei que tem efectivamente nome, ao contrário de muitas outras).

A simpatia e simplicidade das pessoas é singular. Apetece sentar e ficar pela tarde fora a ouvir o elenco infindável de mornas que passa na rádio.

Hoje sinto-me bem. O sol continua a brilhar e quase já me sinto de novo apaixonada pela solidão.

Estar por cá é também isso, fazer um exercício terapêutico de me aturar a mim mesmo e aos meus pensamentos, por mais confusos que me surjam.