Hoje é um dia especial e não apenas porque é Dia de Reis.
Faz hoje 15 anos que estou com o João e, pela primeira vez, não estou com ele para que possamos festejar do nosso jeito.
Mas a vida é mesmo assim. Por mais pena que sinta, sei que é assim mesmo que tem de ser.
Por cá não se ouve nada relativamente aos Reis, mas as iluminações de Natal continuam ao rubro!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Dia de Reis
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Colombinho
Hoje vim ao Colombinho, um Snack Bar com pratos do dia, mesmo no centro. Apesar de ser muito central em relação à cidade, fica numa rua secundária, com pouco movimento. Para além disso, a sua localização no interior de uma galeria comercial confere-lhe ainda um ambiente intimista e tranquilo.
Aqui o edifício abre-se num pátio interior e há musica. As melodias do costume, suaves e mornas, como o próprio nome indica.
O tempo já não está propriamente insuportável de calor. Os 24º que se fazem sentir são bem amenos debido à brisa fresca constante. (Mãe, está na altura de cá vires, tu que não toleras o calor!)
Apesar de tudo, os enfeites de Natal destoam. Soa estranho ver pinheirinhos cheios de neve artificial, com um pai natal todo agasalhado, no meio de gente que nem casacos usa.
A semana já vai a meio e não me posso queixar. Para já o sol continua a brilhar e o trabalho é, como de costume, muito! Portanto o tempo acelera um pouquinho mais; o que é óptimo.
Quando o ritmo aperta a sério, costumo ter como ponto de referência a Quarta-feira, ponto até ao qual a semana é mais exigente. "Daqui até poder ir para a Lajinha apanhar sol, é um tirinho!", é o que costumava pensar.
Há que voltar a adoptar a mesma estratégia!
Ao som de um trompete
Na tarde de ontem fui parar a una sala onde não é meu costume trabalhar. A dada altura a correcção de trabalhos foi interrompida por uma melodia maravilhosa. O som doce e suave de um trompete aproximava-se. Corri para a janela para perceber o que se passava.
Para minha surpresa era um cortejo fúnebre que reunia uma pequena multidão e que ocupava a totalidade de uma das principais ruas da cidade.
As pessoas vestiam maioritariamente de branco e seguiam em silêncio o trompetista, que por sua vez seguia o carro que transportava o corpo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Hora de almoço
Hoje é assim. Não tão bom quanto ontem, será evidente, mas desta há peixinho fresco, bem bom!
Peixe serra grelhado, muito semelhante ao atum mas mais branco e um pouco menos comum.
Já tinha olhado várias vezes para esta varanda do Chave d'Ouro que é, basicamente, um restaurante que pertence a uma residencial com o mesmo nome.
O edifício é daqueles de estilo colonial, com umas portadas de alto a baixo e varandas bem trabalhadas.
E fica no cruzamento entre as duas principais ruas do Mindelo, a rua de Lisboa e a outra que ainda não sei o nome (mas que sei que tem efectivamente nome, ao contrário de muitas outras).
A simpatia e simplicidade das pessoas é singular. Apetece sentar e ficar pela tarde fora a ouvir o elenco infindável de mornas que passa na rádio.
Hoje sinto-me bem. O sol continua a brilhar e quase já me sinto de novo apaixonada pela solidão.
Estar por cá é também isso, fazer um exercício terapêutico de me aturar a mim mesmo e aos meus pensamentos, por mais confusos que me surjam.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Hoje é assim.
Hoje almoca-se assim. Porque é dia de voltar ao trabalho num novo ano. Porque é a primeira vez na minha vida que tenho um emprego para o qual voltar depois das férias. Porque é dia de desfazer um luto parvo de deixar a minha casa, família e amigos e porque é dia de agarrar de frente a minha nova realidade. Porque deve ser (e é) um dia de satisfação e não de mágoas.
Hoje, depois de 3 meses resolvi experimentar a pizzaria Mamamia, no ponto d'agua, mesmo na baía do Mindelo, de frente para o mar e para o Monte Cara. E está-se bem.
Como estou sozinha resolvi experimentar um sitio novo e fresco e aqui estou.
É dia 4 de Janeiro e estão 24º e céu limpo. Só motivos bons para me sentir grata.
domingo, 3 de janeiro de 2016
As primeiras 24h são as piores.
De volta à realidade.
Lá teve de ser. A volta era inevitável.
Não posso negar como me sinto... Depois de passar um mês com quem mais amo neste mundo, com todas aquelas pessoas que tanto gosto, é evidente que me sinto sozinha.
Sozinha na casa de cá, há pouco mais de 1h, dei já por mim várias vezes a pensar 'Onde anda o Sherlock?'.
No entanto, o sol brilha no Mindelo.
Adeus casacos de fazenda e botas de cano alto.
(À espera de que estes primeiros dias passem bem rápido.)