sábado, 20 de fevereiro de 2016
Outra vez, o vento.
E o vento levou-o! :(
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Canhambra, é o que este tempo é.
Para esclarecer desde já, canhambra é 'uma porcaria' em crioulo.
Continuamos com máximas de 22º (e mínimas de 20º) mas há uma semana que temos tido rajadas de vento de 60 km/h, ininterruptamente.
Isto é complicado por vários motivos. Por um lado, durante a noite é um barulho infernal, dá a sensação de estarmos no centro de um enorme temporal. As casas como são imensamente mal isoladas a terra entra por todo o lado e as janelas e portas trepidam o tempo todo. Acordo todas as manhãs com a sensação de não ter descansado, com todo este barulho. Durante o dia a sensação é a mesma. Como o barulho é continuo fica-se meio louca com ruído de fundo, constante presente. Por outro lado, se o sol continua a brilhar, com todo este vento, torna-se impossível ficar na praia. É demais! Pior (muito pior!) que Leça nos seus piores dias.
Sem poder ficar na praia durante os fins de semana, torna-se impossível fazer com que o tempo passe.
É um estilo bola-de-neve a crescer até à exaustão...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
coisas de que uma emigrante sente falta, v2.0
Quem imagina o que é viver num território insular disperso pelo Oceano Atlântico, que se afasta tanto da Europa como de África, pode apenas imaginar.
Isto é dureza.
Esta semana a ler este artigo dei por mim revoltada. Ou com um misto de revolta e vontade de rir.
Qual bica ou qual multibanco...? Eu sinto falta de um banho quente e de me esticar num sofá. Sinto falta das pessoas que amo e dos bichos que amo tanto quanto das pessoas. Sinto falta de abrir o roupeiro e ter tudo o que preciso. Sinto falta de ter sítios onde ir, conforme me apeteça. Sinto falta de dizer disparates daqueles que digo apenas junto de alguns. Sinto falta de abraçar o meu cão e de falar com ele, e de imaginar que ele me responde, ou de interpretar as suas respostas no seu olhar.
Por vezes revolto-me a pensar como é complicado fazer-me entender. Outras vezes nem falo para que ninguém se preocupe ou me interprete mal, como se estivesse em sofrimento, coisa que não estou.
Apenas se torna complicado, como um fosso existente entre a minha realidade de agora e aquela de onde venho.
É tudo tão básico, todas as necessidades tão básicas.
Todos os dias me pedem comida ou uma moeda na rua. Todos os dias dou por mim a pensar como posso ajudar esta ou aquela pessoa.
Se pudesse explicar. Mas parece que as palavras não chegam.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
De frente para o Monte Cara, mas com outra perspectiva.
Esta história mexeu violentamente comigo.
Os Cães de Soncente _ Parte III
Os Cães de Soncente _ Parte II
Vive na rua mas gosta de se deitar neste muro. Tem uma pata desfeita. Deve ter sofrido já imensamente.





